Vai te fazer bem!


Os últimos meses, minha vida tem sido uma tremenda bagunça, tudo se revirou. Minho rotina que era uma, hoje se tornou outra.



Há um ano atrás, isso me apavoraria muito, e me apavorou muito antes de tudo mudar, mas quando a gente está vivendo intensamente a mudança, realmente sentindo as diferenças e enfrentando de cabeça erguida, senti que as coisas foram acontecendo mais naturalmente, o que me tranquilizou bastante, constatando que essa fase que estou vivendo, é a melhor que eu poderia estar.

Mudanças costumavam me assustar, e ainda assustam, mas hoje, eu sinto que estou muito mais aberta para viver novos momentos, novas pessoas, novas ideias, que eu jamais estive, e isso me faz muito bem. Sinto que minha vida se tornou mais leve, quando comecei a enfrentar os meus medos, e me colocar de cabeça erguida diante deles.

Como minha mãe disse essa semana, "a comodidade é o mal do século", e realmente é. As coisas do jeito que são, como sempre foram, nos confortam e faz com que tenhamos medo do desconhecido, medo de pensar diferente e se desencaixar de ideologias que você tinha para a vida. Mas tenho uma coisa para te dizer, mudar faz bem.

Toda mudança traz novos aprendizados, e as vezes eles podem doer, e a gente pode querer voltar à ser como era antes, entretanto, depois de certas experiências você nunca vai ser o mesmo de ontem, e nem o de amanhã, pois crescemos e nos tornamos melhores a cada dia que se passa. São novos horizontes, novas palavras que você escuta, ou qualquer outra coisa, que faz que você se complemente a cada dia.

Enfim, por experiência própria, não tenha medo do desconhecido, se abra para novas coisas na sua vida, você vai se descobrir uma pessoa melhor quando começar a quebrar suas próprias barreiras e enxergar que você pode ser o que quiser ser, e ainda melhor do que é hoje.

Se arrisque, vai te fazer bem! 



Palavras sobre palavras


Um ano de descoberta pessoal me silenciou, e não entendo por que perdi a minha mania de comunicar. Ainda penso que talvez seja pelo fato de eu ter "desistido" da comunicação como curso da faculdade, mas mesmo assim não quero que isso faça de mim alguém silenciosa, e que fique ainda mais perdida do que já sou.


Acho que com o ensino médio no total, e o ano de cursinho solitário que fiz, me vi entre grades da escrita. Dissertação. O nome que mais me assustava na vida, e isso fez com que o fato de eu amar escrever virasse algo chato, ou simplesmente automático; o que na verdade não chega a ser nem de longe esse o significado dela na minha vida. Acho que nunca escrevi sobre isso, e talvez possa soar um pouco Machadiano de mais para um blog 'lifestyle', mas é bem necessário contar minha história.

Tudo começou um pouco antes da minha irmã nascer, antes eu já tinha tido muitos diários e brincava de escritora, mas nunca me veio em mente que isso realmente podia ser algo legal e satisfatório para mim como pessoa. E logo que eu tive que mudar de quarto para que ela ocupasse o meu, me senti perdida, talvez deslocada. Acho que uma mudança na rotina nos proporciona isso, por mais que eu sempre tivesse o desejo de ter um irmão, temos algumas consequências a serem enfrentadas.

E uma noite em que tudo estava sem sentido e que eu só tinha a vontade de sumir  Dentro de quatro paredes eu era exatamente quem eu queria ser e sabia quem eu queria me tornar. E tudo isso me levou a acreditar que essas coisas são muito possíveis, basta a gente querer.
, eu só consegui descarregar toda essa energia em uma folha em branco, e não digo apenas textos ou diário, eu fazia planos, desenhava meu futuro, meus destinos de viagens (e sei que ainda farei cada uma delas), desabafava sobre meu coração partido e carta para desconhecidos. Eu sonhava.

A escrita me trouxe para perto de mim, me fez enxergar a garota que havia em mim, e ela tem esse efeito até os dias atuais. Lembro que meu primeiro texto publicado, foi escrito aos pés do berço da minha irmã, enquanto ela dormia, e eu fazia o mínimo de barulho possível para digitar com medo dela acordar assustada. E foi ali, que esse ciclo de compartilhamento se iniciou, tive um prazer muito grande em fazer isso, me vi feliz e envergonhada ao mesmo tempo, e essa sensação eu tenho até hoje quando clico em 'Publicar', e sinto que é o que eu amo fazer, e quero aprimorar cada dia mais esse amor pelas palavras, e fazer o que eu mais sonho: ajudar as pessoas com as minhas palavras.

"Feliz 2019"

O primeiro texto de 2019 não poderia ser diferente, cheio de coisas puras e verdadeiras. apesar de já estarmos na terceira semana de Janeiro, e praticamente o mês já quase acabou, ainda é tempo de recomeçar. 

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Ano passado foi um ano muito introspectivo em muitos sentidos para mim, passei mais tempo sozinha, e aprendi a me olhar de uma forma diferente, me desconstruí em muita coisa e principalmente aprendi a lidar muito com meus sentimentos. E tudo isso não foi da noite para dia, nem do dia 31 para o dia 1; mesmo que meus planos para o ano passado tenham sido exatamente esses, a vida é uma construção, e as mudanças mais profundas de nós mesmos, vem só com o tempo. 

Acho que uma grande lição que aprendi com meu 2018, foi não esperar a hora certa; por exemplo: esperar a virada do ano para novos planos; uma segunda-feira para começar uma dieta; um dia primeiro para dizer que esse mês será diferente. Muito pelo contrário, todos os dias da nossa vida, seja uma quinta ou um domingo, são novas chances para que possamos ser melhores que ontem, e isso com certeza fez uma diferença gigante nos meus dias, olha-los com outros olhos. 

Digamos que mesmo com todo esse crescimento, eu não consegui organizar em palavras cada um para poder compartilhar, mas sinto que foi bom, pois tem momentos que só nós mesmos precisamos sentir, e mesmo que eu quisesse compartilhar não faria nenhum sentido, pois eu não enxergava os meus passos como aprendizados, mas quando finalizou o ano, pude ver o quanto mudei desde o dia 1 de Janeiro. 

Para esse ano, eu desejo a todos vocês leitores desse blog que tanto amo: que se conheçam; e se priorizem; se cuidem com todos os seus recursos possíveis; dê o melhor de si para cada atividade; olhe a vida com outros olhos; seja mais grato por ver o sol novamente (ou a chuva); abrace alguém que tem vontade; não se prive das coisas boas que a vida te oferece por conta dos outros; e é claro: faça que todos os dias da sua vida seja um "Ano Novo". 


Você não está sozinho.

Tenho aprendido muitas coisas neste ano, amadurecendo minhas ideias, e tentando me entender, os meus gostos e anseios. Entretanto nessa minha missão de me descobrir, acabei me deixando de lado. Sim. Não faz nenhum sentido, mas é assim que eu me sinto, e acho que os sentimentos que sentimos, não precisam ter muito sentido neh?!



Enfim, hoje, descobri que sou muitas coisas, e que geralmente minhas crises existências giram em volta de tentar me encaixar em uma coisa só, isso porque a sociedade exige muito das nossas decisões, e que elas sejam as melhores do mundo e que com toda certeza, seja a correta, irreversível.

Isso tudo, toda essa pressão interna e externa, nos leva a ter medo, de errar, de não ter sucesso, de não passar, de mudar e até mesmo de chorar. Mas eu tenho uma coisa para te contar, está tudo bem errar, nós somos humanos, com sentimentos, e longe de sermos perfeitos, por que temos que nos cobrar tanto assim? Não tem necessidade.

Eu escrevo isso hoje, como um conselho para mim mesma, pois hoje mesmo tive uma crise que me desestabilizou durante o dia todo, pois não sabia o motivo, imaginava, mas não fazia muito sentido.
Descobri que tudo isso que senti, foi uma mistura de sensações que estou evitando a um tempo, algo que necessariamente precisava sair.

E é aqui que estou me curando, no meu refugio, aqui que eu me entendo e busco desembaraçar essa confusão que é a minha cabeça. E o que eu aprendi foi que, somos pessoas com medos, mas que esses medos não podem ser maiores que nós, ou que nossas atitudes para enfrenta-los. Está tudo bem, não estar bem, não estamos sozinhos, não somos os únicos a sentir esse aperto ou receio de algo. Você não está sozinho. 

Era uma vez

Desde pequena a sociedade nos emite a acreditar em contos de fadas, e nas histórias de princesas que eram tristes e incompletas antes de encontrar o príncipe encantado (ou também conhecido como “metade da laranja”, “tampa da panela”, enfim) e isso mexe com o nosso interior da maneira em que faz que percamos a verdadeira essência do amor próprio e florido que existe dentro de nós. 


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Deixamos que com o passar do tempo, as flores do nosso jardim interno se murchem por falta de amor, carinho e conhecimento sobre nós mesmos. E isso deixa com que tudo dentro de nós não se “complete” ou tenha sentido, como se uma parte do nosso jardim estivesse esburacado e “incompleto”. 

“Mas por que tantas aspas assim nesse termo que eu costumo usar tanto para me defender?”
A questão é, todos nós nascemos inteiros, nunca pela metade, não precisamos que ninguém seja nossa tampa, pois nós somos uma panela inteira, não precisamos que ninguém nos salve da “bruxa má” pois sabemos nos virar sozinhos e nos defender. 

O que falta em nós, é descobrir esse amor próprio, nos cuidarmos mais, fazer um carinho na nossa própria cabeça, pois como diria uma frase que tem no meu quarto “ainda bem que a gente, tem a gente”; você se imagina em um mundo sem você? Sem os seus olhos? O seu corpo? O seu interior? É algo abstrato e louco de mais, pois nunca vamos conseguir ver o mundo com outros olhos além dos nossos, mas mesmo assim, brigamos e odiamos tudo isso que a gente se tornou. 

Que a partir dessas palavras, você possa refletir um pouco sobre como anda o seu jardim, se você está cuidando bem dele, ou ele está morto, e se estiver, não tem o menor problema, o que o amor não faz, não é mesmo?! 

E nunca se esqueça de que para que você possa ajudar alguém a cuidar do jardim, você tem que aprender com o seu, ou seja, se você descobrir como se amar, o amor vai te procurar para que possa acrescentar e não completar, pois você será a princesa que se salvou sozinha!! 

Hoje eu entendo

No final do ano passado, eu estava dando um tiro no escuro ao dizer que tiraria esse ano para mim, para eu me encontrar e entender os meus desejos, para que no final tudo estivesse organizado. E confesso que nos primeiros meses eu estava muito agoniada e perdida, me perguntando se isso foi mesmo o certo de se fazer.



Com o passar do tempo fui me descobrindo e vivendo tudo que deixei ser perdido no ano que passou por conta de toda pressão que eu estava colocando em mim mesma. E isso é muito louco, pois nem eu mesma notava o quanto aquilo tudo estava me fazendo mal; mas creio que isso seja normal, muitas vezes a gente só enxerga os erros depois que eles já se passaram.

E isso tudo serviu para que eu visse o quanto ME deixei de lado no ano passado, ao mesmo tempo que estava lutando por algo que eu queria alcançar, e projetando toda a minha felicidade nisso, eu me deixei; minha saúde mental estava abalada, e a física também; o que me deixava ainda mais preocupada em que a minha vida se resolvesse logo e naquele mesmo ano.

E olha só hoje, os meus planos do ano passado não foram concretizados e fui muito julgada por ter "desperdiçado" muitas oportunidades apenas para continuar vivendo por aqui; mas hoje vejo o quanto está valendo a pena, ter me dado esse tempo, e não por uma questão de falta de opção, pois eu tinha várias para esse ano. Mas pelo menos uma vez eu consegui ouvir o meu coração, e ele me dizia que não era a hora de ir, não era a hora de me arriscar pois eu não me conhecia direito.

Não que hoje eu tenha 100% de conhecimento sobre o meu interior, mas muitas coisas se esclareceram durante esses 6 meses que se foram, eu realmente entendo quando dizem que na vida precisamos nos dar um tempo, e que tudo tem uma hora certa. Hoje eu entendo que nem sempre vamos ter certeza das coisas, mas que sempre vamos poder confiar no Escritor desse livro, que se chama vida.


Como a chama de uma vela

As vezes a saudade bate no meu peito, e diz que eu deveria ser mais presente e ativa com muitas pessoas que estão a minha volta. Mas ao mesmo tempo, meu corpo e mente clamam por uma solidão, só minha, um momento e uma circunstancia que só cabe a mim.

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Não sei explicar meus sentimentos, só gostaria de ser melhor, para mim e para o próximo. Com os últimos ensinamentos da semana, ando querendo ser melhor, parar de as vezes olhar tanto para o meu interior e começar a expandir o que há de bom em mim para outras pessoas, e sim, pode ser um desejo as vezes inútil ao seus olhos, mas sempre fui uma pessoa muito na minha, assuntos sérios definitivamente não eram comigo.

Não sabia ao certo como me expor, ou se devia me expor em um momento de discussão ou até mesmo em uma conversa normal. O acaso me ensinou que tenho medo da vulnerabilidade, ou de me sentir exposta perante a alguma coisa. A vida me fez forte para muitos momentos, mas também me fez armada para não me abater em tantos outros destes.

Por muito tempo, quis que os acontecimentos, apenas passassem e eu estivesse por perto, na minha, mas hoje vejo o quanto é necessário a gente sentir isso, na hora certa, e mesmo se for pesado ou triste, É NECESSÁRIO a gente sentir todos os sentimentos que a vida nos proporciona. Eu sou a prova de que guardar os sentimentos para segundo plano não é uma boa ideia, visto que em um futuro próximo, tudo aquilo que foi guardado pode explodir dentro de ti, como uma avalanche de sensações.

Enfim, que você consiga entender, assim como eu entendi, que os sentimentos estão nas nossas vidas para serem sentidos, e que muitas vezes a razão pode falar mais alto e te deixar por ai, perdido. Mas escuta o seu coração e além de tudo, não deixe que esse sentimento seja em vão, aproveite o quanto pode quando ele estiver com você, pois assim como a chama de uma vela, os sentimentos são fáceis de se apagar.